A história dos videogames sem enciclopédia! Parte 2


Essa é a minha visão particular sobre a história dos videogames, decidi escrever sem pesquisar nenhuma fonte, até mesmo para demonstrar que antes de existir a internet, ter notícias sobre games era preciso ler as poucas revistas da época, que pouco acrescentavam. Todas informações no texto foram vivenciadas por mim e tudo aquilo que consegui extrair da minha memória, sendo assim pode conter fatos contraditórios. E fiquem a vontade para corrigir tais falhas. Parte 2 de 3. Link da primera parte Clique aqui

Não conseguindo igualar-se na popularidade que a Nintendo conquistou a SEGA resolveu dar seu golpe de mestre e antecipou a transição de geração de jogos, lançou seu console agora com 16 bits batizado de Mega Drive. O golpe de mestre virou-se contra o feiticeiro e no mesmo ano com também 16 bits, mas com gráficos muito melhores a Nintendo lançou o SuperNintendo. E teve a belíssima visão de adaptar os sucessos do fliperama bem antes da sua concorrente: Final Figth, Street Figther II e Mortal Kombat, jogos que davam filas para serem jogados em fliperama, agora eram jogados em casa. Além disso, houve outros jogos inesquecíveis até hoje como: Top Gear, Zelda, Donkey Kong, Killer Instinct e os primeiros passos de Pro evolution Soccer. Não tive a chance de ter o SNES, tinha o MegaDrive. Lembro que gostava muito de Street of Rage,Senna Monaco GP e FIFA94. Nessa geração de games o compartilhamento não era de saves ou coleção de troféus, e sim aluguel de jogos, roda de amigos presenciais em casa para jogar. E por mais que hoje exista a facilidade de comunicação online, era muito melhor antes!

No intervalo dessa geração para outra, era de se esperar que outras empresas vendo o crescimento e o fortalecimento que o mercado dos games havia conquistado tentarem abocanhar uma fatia das duas maiores do segmento. Mesmo deixando alguns fãs 3DO da Panasonic e Neo-Geo da SNK, nunca chegaram ameaçar de verdade o reinado da agora conhecida como big N e da Sega. O console da Panasonic deixou um grande legado Need for Speed, essa série de corridas que em 2010 voltou as origens do Hot Pursuit para geração de games atual. E a SNK bons jogos de luta como a vitoriosa série The king of figthers, Samurai Shandow e Fatal Fury.

A Sega sempre tentou liderar a jogatina global, essa sua ambição contínua e por ser a precursora em novos projetos, ora fez que outras empresas apreendessem com o erro da concorrência (Sony), ora como a história mostrará, como ser pioneira quase levou-a falência. Ainda com o Mega Drive a Sega, tentou duplicar a quantidade de bits e lançou dois acessórios que acoplados ao console Mega Drive virava 32 bits(ao menos tentava). SegaCD e 32x que faziam o aparelho virar um transformer dos mais feios de tão bizarro. Tive apenas o 32x com apenas dois jogos. Acho que foi o pior presente que meus pais me deram em relação ao custo x benefício. Por ter deixado de lado rapidamente ganhar outro videogame foi sacrificante e ouvir que “dinheiro não era capim” era diário. E não estando satisfeita com o pífio desempenho de suas bizarrices apostou alto no Sega Saturn, um videogame de 32 bits e seus jogos eram em cd.

Depois de muita especulação a maior empresa de eletrônicos do mundo resolveu não ficar de fora da fatia do bolo, e ao contrário das outras não terem incomodado a Sony venho pronta para dominar o mercado com seu Playstation. Também com 32 bits e jogos em cd como o concorrente Sega Saturn, o PSONE com grande variedade de bons jogos para todos os gostos acabou com qualquer duvida para compra de videogame.Se for citar os grandes jogos a lista seria enorme, portanto alguns que gostei muito: Twisted Metal, Metal Gear Solid, Gran Turismo, Pandemonium, Final Fantasy VII, FIFA 97, Ridge Racer, Tekken, Winning Eleven, Winning Eleven, Residente Evil, Driver, Tomb Raider e tantos outros. Tudo que aproveitamos da atual geração veio dessa base, inclusive o tranquilidade de salvar em um memory card todos jogos e conquistas. Mas faltava algo para implementar o universo 3D.

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Mortal Kombat 9: 20 anos depois reconquista fãs!


Joguei Mortal Kombat em 1991 nos fliperamas e matei muita aula para fazer isso! Joguei também muitas outras versões, até a versão que tinham combates estilo tetris. Vários sites e revistas especializadas em games frisaram que desde a continuação Mortal Kombat 2 (92), todas as sequências mais falharam do que acertaram, opinião que concordo plenamente. Sem nostalgia o Mortal Kombat bom até aqui foi o primeiro. Passaram vinte anos para uma geração de console fazer funcionar o que deu certo á duas décadas atrás. Mortal Kombat 9 é lindo, cruel, e contém todas receitas que eram aproveitáveis dos outros MK.

Os gráficos dos lutadores não ficaram supremos, faltaram mais texturas, em compensação os cenários ficaram espetaculares. Locais famosos da série como a Ponte e Piscina da morte ficaram muito caprichados, cheios de detalhes ao fundo! E agora é possível usar oito cenários como stage fatality.

A jogabilidade irá surpreender muitos jogadores de tão perfeita que ficou. É possível dar combos simples, combos em dupla (isso mesmo!), e como todos sabem pelo a demo que foi liberada, o novo golpe para cada lutador chamado de Raio-X. Esse golpe é preciso que a barra de energia esteja completamente cheia, e quando usado faz um estrago no adversário em um belíssimo visual, mostrando os ossos que foram quebrados, os dentes que foram arrancados ou o órgão atingido. No início muitos estranharão o bloqueio, é usado o botão R2. Nada que 10 minutos no tutorial de golpes que ficou bem explicativo e jogável – inclusive, acho que todo tutorial deveria ser desse jeito. Cada lutador possui dois fatalities (menos Kratos, irão vender em DLC), todos os golpes fatais fazem referência aos games antecessores, e ficaram além de sanguinários, bem criativos. Os jogadores do Playstation 3 ainda irão contar com a participação especial de Kratos com direito ao cenário que o Spartano destruiu Zeus! Kratos parece que fazia parte da série há anos, mas ele não encontra-se no modo História, o que é justo.

A NetherRealm manteve os tradicionais modos de batalha: Arcade, Versus, Multiplayer (que ainda não testei, adivinha porque?). As novidades ficaram por conta dos modos torre dos desafios, torneio em dupla, mini-games e o modo história. Torre dos desafios como o nome sugere são 300 andares de determinadas tarefas: vencer com a barra de energia no fim, executar certa quantidade de combos em tempo determinado, ficou bem interessante e irá render algumas horinhas extras de diversão. Os Mini-games são mais para os fixionados pela franquia, embora, fazer um sorteio de barra de especial extra, ou desabilitar as cabeças dos lutadores é divertido. Pegando o exemplo de Marvel x Capcom em MK também é possível jogar no modo Torneio em duplas, é possível fazer combos chamando o outro integrante e interromper combos dos adversários chamando o parceiro. A cereja do bolo sem duvida alguma é o modo Story! Aqui é possível saber todo um flashback da história original de Mortal Kombat, contada através das visões enviadas por Rayden do futuro para o do presente. Essas previsões indicam que o mundo está próximo de ser aniquilado por Shao khan. Jogamos com quase todos os personagens durante o enredo, as legendas em português ajudam bastante aqueles que têm dificuldade com inglês (é preciso acioná-las nas opções).

E como se tudo isso não fosse bastante, ainda é possível habilitar uma quantidade absurda de extras com o dinheiro adquirido durante as campanhas na velha Kripta. Mortal Kombat chegou novamente para fazer história com a forma eficiente de 20 ano atrás.

Nota do Dude: É obrigação para qualquer gameiro para os veteranos e para os novatos. E nosso blog sempre irá apoiar empresas que preocupam em trazer para nosso país games ao menos com legenda em português. O pessoal da Warner mais o produtor Hector Sanchez, estão de parabéns pela ótima campanha de marketing de lançamento do game em São Paulo.


Gameplay de Kratos:


Video feito por alguém presente no lançamento em São Paulo:



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A história dos Games sem enciclopédia!


Essa é a minha visão particular sobre a história dos videogames, decidi escrever sem pesquisar nenhuma fonte, até mesmo para demonstrar que antes de existir a internet, ter notícias sobre games era preciso ler as poucas revistas da época, que pouco acrescentavam. Todas informações no texto foram vivenciadas por mim e tudo aquilo que consegui extrair da minha memória, sendo assim pode conter fatos contraditórios. E fiquem a vontade para corrigir tais falhas. Parte 1 de 3.

Nós brasileiros assim como os japoneses e americanos, somos vistos no mundo como os viciados em videogames. Isso talvez venha da época do Tejogo (fabricado por Philco-Ford(?) )para nós brasileiros, já que o Odyssey o primeiro videogame “caseiro” nem todos tinham condições de compra-lo, pois era importado(Lembrando muito o PS3). Logo em seguida foi lançado o Atari 2600, aí sim foi um boom! Pais, filhos, sobrinho e tios, todos sem exceção não cansavam de jogar. E com Atari 2600 nasceu a primeira lenda dos videogames: Jogar videogame estragava televisor! Na verdade não foi uma lenda, foi mais uma baboseira criada pelos pais para tentar controlar os filhos, com a o intuito de revelar que jogar era extremamente viciante. Eu mesmo vivenciei esse vício há 25 anos atrás, meus joysticks danificaram e meus pais não tiveram condições para comprá-los de imediato. Aquilo me deixou louco e se não fosse pelo surgimento do programa do Chaves talvez teria vendido tudo de casa.

A Atari não conseguiu dar seguimento ao seu primeiro projeto e naquele tempo como ocorre hoje, sua tecnologia foi superada. Essa superação responde pelo nome de Famicon no Japão e Nintendo para o resto do mundo. Com 8 bits de processamento, pela primeira vez na história jogamos com personagens até então perfeitos, nascendo assim o maior deles Mario Bros. Eu fui ter um nintendinho original muitos anos depois. Mas tive aquele que seria uma das maiores ideia no mundo dos games em nosso país: Phantom System. Esse console era exatamente o Nintendo8 bits, mas produzido com outro designer e com seus jogos sendo licenciados para o uso pela Gradiente. A complexidade desse acontecimento é tão importante, quê, se hoje após 23 anos a Sony fabricasse ou permitisse o licenciamento do Playstation 3 no Brasil, não haveria pirataria e seus produtos teriam o famoso preço justo, e teriam jogos sendo vendidos até em farmácias.

Nesse mesmo período no Japão outra empresa surgia para ampliar a disputa pelos jogos eletrônicos caseiros a SEGA. Essa empresa já quase que dominava o mercado de jogos de fliperamas, e lançou o Master System, que também era de 8 Bits e outro personagem histórico de jogos: Sonic . E assim foi criada a maior e melhor batalha no mundo dos videogames. Se não houvesse tal disputa, não haveria hoje PS3 x Xbox. Não tive o console da SEGA, ter os dois naquela época era um luxo muito maior do que atualmente.Porém jogava na casa de primos e amigos os games Psychofox, Ninja Gaiden, Golden Axe, Alex Kid. Como foi feito com o Nintendo, a empresa Tec Toy, adquiriu a licença para fabricar e lançar jogos no Brasil para Master System.

Link para parte 2

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Total War Shogun 2!


Jogos de estratégia sempre vêm com aquela divisão. Ou você tem paciência ou não. Ou você gosta de joguinhos de controlar e gerenciar ou não. São os velhos jogos de tabuleiro levados a esta nova dimensão gráfica que permite agora ao jogador imergir na tela com recursos sonoros e animados.
Em Shogun 2 Total War é como você ser um diretor cinematográfico sanguinário com um botão de guerra/ação, que te leva a uma batalha real 3D, com milhares de atores para comandar num cenário de muitos km². A imersão (vício) é tão grande que você entra no seu quarto e passa horas jogando todo disciplinado, se sente o Sun Tzu na Arte da Guerra, fecha a porta e sente que é só você, uma câmera, os incríveis efeitos visuais da guerra, os sons de espadas cortantes e flechas flamejantes perfurando homens e animais e suas loucas ambições de poder e grandeza em torna-se o Grandioso Shogun nipônico.
Este jogo não é entediante por vários aspectos e a câmera 360º graus no campo de batalha é onde faz a adrenalina correr. A liberdade no cenário de batalha com o uso do zoom te faz ter a idéia do tamanho do exército com que você se meteu, e te leva a closes de pontos e nuances tão vivas que mesmo após deixar o game, você se lembra de cenas como aquela quando você deu a ordem de avanço segundos antes do que deveria, enviando a cavalaria inteira de seu general pra morte custando a aniquilação total de seu exército que supostamente deveria defender uma província contra invasores. É possível ter aquele feeling de que perdemos a guerra toda ali.

Vale muito salientar em resumo que o game teve grandes progressos nas áreas diplomáticas e comerciais em relação a seu antecessor Napoleon. A AI no campo diplomático pensa quase como um jogador real, é incrível, ás vezes é possível sentir um cheiro de traição no ar. Nas batalhas a AI se mantêm mais previsível. A interface ficou mais limpa e mais simples para novos jogadores e conta agora com uma enciclopédia no auxilio. Os gráficos ficaram melhores que o antecessor, principalmente em batalhas, e muito mais prazerosos no mapa estratégico. O som em todo o game é marcante. Mas nas batalhas realça.
A parte mais polida do game é a história. Que carrega um momento precioso do Japão onde as disputas de poder e de terras entre os senhores feudais (daimyos) e samurais ocasionaram uma guerra civil. O país era fechado às demais nações e nem de longe parece a potência industrial que se tornou hoje. A história do Japão Feudal mereceria um capítulo a parte de uma nação tão rica e avançada.
Shogun 2 Total War é o mesmo game de sempre, com aperfeiçoamentos, alguns já alcançando a perfeição e outros ainda tentando alcançar em nível o resto do jogo. Como as batalhas marítimas que apareceram em Empire (2009) e ainda são um pouco entediantes.
O game vem da franquia Total War que não precisa ser endossado por ninguém, a engine, é só a melhor que existe em games de estratégia desde que estourou em 2005 com Rome. Embora Shogun (2000) e Medieval (2002) já eram games expressivos.
Não resta muito mais a dizer, exceto ver o vídeo abaixo e delirar com uma estrutura gráfica militar capaz de por mais de 10 mil homens na tela a lutar.

Gameplay:



Trailler:


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